quarta-feira, 18 de março de 2015




MAIS UMA ENCHENTE DANIFICA O PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO E FORÇA O FECHAMENTO DO MUSEU SAMBAQUI À VISITAÇÃO E AO ACESSO DE PESQUISADORES

Na madrugada de 13 de março de 2015 a edificação sede do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville, situado na rua Dona Francisca, 600 – Centro, Joinville/SC, foi atingida por mais uma enchente que em alguns setores chegou a 0,95 m de lâmina de água.
Tal evento, além de prejudicar todo o desenvolvimento do planejamento institucional, agravou as já degradantes condições de trabalhos às quais os funcionários estão submetidos, atingindo todo o acervo institucional, tanto pela inundação direta quanto pelos efeitos secundários (umidade, material biológico e químico em suspensão etc.).
Da mesma forma, os recursos didáticos, museográficos (exposição itinerante Face a Face com a Pesquisa, Kit Didático, exposição itinerante Afinal o que é Arqueologia?, reconstituição masculina da face do homem sambaquiano, entre outros materiais de apoio), equipamentos e mobiliários foram seriamente danificados, comprometendo significativamente o desenvolvimento das ações de comunicação museológica a médio prazo (5 anos).
A edificação sede do MASJ que já apresentava sérios problemas de salubridade, segurança e superlotação, foi interditada pela Vigilância Sanitária em 2012, com esta enchente teve essas condições pioradas. Desde aquela época, várias alternativas foram apresentadas na tentativa de solucionar tanto os problemas que ameaçam a salvaguarda do acervo quanto garantir um ambiente de trabalho mais adequado aos servidores e ao público visitante.
Destacamos que as áreas de reserva técnica, laboratórios e biblioteca, mantêm-se interditadas, comprometendo todas as ações de salvaguarda e pesquisa, impedindo o acesso do cidadão aos bens culturais da nação.

Tendo em vista a recorrência desta situação que coloca em risco o patrimônio cultural brasileiro, bem como, a continuidade das ações institucionais do MASJ, a equipe técnica solicita a imediata transferência dos acervos e dos setores para um espaço adequado, garantindo a efetiva proteção e o acesso aos bens do patrimônio cultural arqueológico da união, sob a guarda do MASJ. 





       



sexta-feira, 6 de março de 2015


Registros da semana



As atividades foram intensas nesta semana no Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville. Na segunda-feira, o destaque foi a primeira edição do evento Uma Noite no Museu, com a participação do arqueólogo e professor da Universidade Federal de Minas Gerias, André Prous.  Alunos de mestrado em Patrimônio, da especialização em Arqueologia e do curso de História da Univille prestigiaram o evento, que abriu a programação científica do MASJ em 2015. Além da palestra, Andre Prous participou de discussões internas com a equipe técnica do museu durante dois dias de colaboração científica. A vinda dele foi uma iniciativa do MASJ, que teve apoio da Associação de Amigos do MASJ e da Fundação Cultural de Joinville. Também registramos a turma de 14 alunos do SESI que contou com o atendimento especial das monitoras do MASJ. Fica o registro de uma semana com trabalhos de inclusão social,muitos  diálogos e intercâmbio cultural e científico.





segunda-feira, 2 de março de 2015



Arqueólogo André Prous abre programação científica do MASJ

O arqueólogo André Pierre Prous é o professor convidado do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) e da Associação de Amigos do Museu (AAMS) para abrir a programação cultural Uma Noite no Museu. Este evento é uma mediação cultural que o MASJ vem promovendo, desde 2014, para fazer intercâmbio com alunos e pesquisadores do campo do patrimônio arqueológico regional.
Nesta segunda, dia 2 de março, às 19h, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais e autor de livros, como Arqueologia Brasileira, O Brasil Antes dos Brasileiros e Brasil Rupestre, entre tantas publicações fará uma conversa com alunos do curso de História e Mestrado em Patrimônio da cidade. O tema proposto é Sambaqui, Arte e Trabalho na Pedra e a palestra será realizada no MASJ.
Além desta ação, o arqueólogo fará uma colaboração científica com a equipe técnica do MASJ em atividades internas programadas para os dias 2 e 3 de março. André Prous é um especialista em arqueologia pré-histórica, com foco na produção de artefatos líticos (zoólitos e ferramentas). A vinda dele é uma ação da AAMS, do Museu de Sambaqui, com apoio da Fundação Cultural de Joinville e da UNIVILLE.


Apoiadores: AAMS, FCJ, UNIVILLE e Hotel Slaviero.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Zoólitos do MASJ em exposição do MAM



As belas esculturas  produzidas pelos grupos construtores de sambaquis  encantaram e provocaram  a crítica e curadora de arte de São Paulo, Aracy Amaral.  Isto ocorreu há mais de 15 anos, quando Aracy conheceu parte da coleção de zoólitos do Museu Arqueológico Sambaqui de Joinville. O impacto destas obras de arte produzidas há milhares de anos marcou a curadora, que ficou com um projeto em mente.  Nesta semana, ela  retornou ao MASJ para uma visita técnica especial: fazer uma seleção de zoólitos para a curadoria do seu projeto de exposição que tem como foco esta arte pré-histórica encontrada nos sambaquis. “Fiquei muito impressionada e pensei na importância de pessoas de outras regiões terem acesso a esta arte. Os artistas precisam conhecer estas obras ancestrais“. Aracy e o curador adjunto Paulo Myada estão em uma jornada pelos museus de arqueologia do Brasil. O MASJ tem uma das maiores coleções do Brasil de zoólitos encontrados em sambaquis.   A exposição, programada para outubro, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) tem a consultoria do arqueólogo André Prous.  Além da arte dos pescadores-caçadores-coletores, seis artistas integrarão a exposição produzindo releituras, a partir dos zoólitos.  Em breve, publicaremos mais informações sobre a exposição.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Nós e o Museu





A Associação de Moradores do Guanabara  inscreveu o Projeto Nós e o Museu no Prêmio Catarinense de Museus, uma das categorias do Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura. O projeto é uma parceria entre a Associação do Guanabara e a equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville. A proposta prevê a promoção de exposições itinerantes nos bairros Comasa, Guanabara, Espinheiros e Aventureiro, quatro tours arqueológicos para os moradores destes bairros conhecerem os sambaquis de cada região, a promoção de um colóquio patrimonial, quatro oficinas de argila, melhoria na climatização e no sistema de som da Associação, além da disponibilização de 12 traslados para alunos das escolas públicas  do  6º. ano participarem do projeto de Arqueologia Experimental no MASJ.  O projeto Nós e o Museu começou a ser desenvolvido em novembro de 2014, quando a equipe do MASJ apresentou a proposta para a diretoria da Associação. Algumas atividades do projeto devem ser realizadas na sede da associação do bairro, que concentra em sua região três sambaquis: o Morro do Ouro, o Guanabara I e o Guanabara II.  O cronograma de execução do projeto prevê seis meses de atividades.  Na imagem, a educadora do MASJ e coordenadora do projeto, Flavia Cristina Antunes de Souza, o presidente da Associação do Guanabara, Sinval Teixeira, e o diretor de Reivindicações Comunitárias, Osvaldo Bittelbrum Filho durante reunião para finalizar a proposta.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Afinal, o projeto segue!





Nesta semana, a equipe técnica do MASJ reiniciou os trabalhos para a revitalização da exposição itinerante Afinal, o que é Arqueologia. Durante nove anos, esta exposição circulou por Joinville e cidades vizinhas atingindo um público de mais de 20 mil pessoas. Em 2011, o museu encaminhou ao edital do IBRAM um projeto para recuperar, modernizar e adequar a exposição. O projeto coordenado pelo educador Gerson Machado foi aprovado e, desde 2014, o museu tem trabalhado para desenvolver as propostas de modernização. A nova concepção visual está sendo elaborada pela equipe da SECOM, sob a coordenação do gerente de Marketing, Pierre Themotheo, que esteve no MASJ para discutir os conceitos básicos da exposição. A consultora Amanda Tojal também integra a equipe e, em breve, estará em Joinville para discutir a acessibilidade de todo o material. Módulos novos, história em quadrinhos, jogos, equipamentos multimídia são algumas das novidades da exposição. O blog do MASJ vai registrar todas as etapas!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Monitoramento 2015









A equipe técnica do MASJ deu início às vistorias de campo de 2015. Nesta semana, com o apoio da Marina das Garças, estivemos no sambaqui Cubatão I, localizado na Foz do Rio Cubatão. Infelizmente, a erosão deste sambaqui continua em ritmo acelerado e o desmoronando do perfil nordeste do sítio é cada vez mais visível. Há mais de dez anos o Museu de Sambaqui vem monitorando o Cubatão I. Alternativas, como a implantação de gabiões para amenizar o impacto das marolas que se formam durante a passagem dos barcos podem ter resultados positivos e o museu tem pleiteado recursos para esta estratégia.  Além da erosão, os vestígios de fogueira e lixo contemporâneos no entorno e na base do sambaqui também prejudicam a preservação deste patrimônio. Muitas pessoas invadem os limites do sambaqui para fazer fogueira durante a pesca, chegando até a escavar buracos na base do sítio. A equipe do MASJ reforça que estes danos são crimes previstos por lei. Além disso, os vestígios atuais podem comprometer as pesquisas futuras, como a coleta de dados para a datação e para identificação da dieta e das rotinas dos grupos pescadores-caçadores-coletores.  O MASJ tem projeto aprovado pelo Ministério da Cultura para captar recursos e dar continuidade à escavação e pesquisa arqueológico no Cubatão I.  Seja parceiro do MASJ e dos sambaquis. Aproveite estes espaços sem danificá-los !

Apoio para diagnóstico interventivo



A equipe do Setor de Arqueologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) esteve no MASJ no dia 13 de janeiro. Os técnicos do I-Parque Unesc realizaram o diagnóstico interventivo em algumas áreas da cidade para futuras obras de saneamento da Companhia Águas de Joinville.  Os diagnósticos são uma exigência legal para muitas obras e o levantamento de informações e mapeamento arqueológico são necessários. O museu atua  sendo parceiro para esclarecimentos, envio de informações técnicas e até monitoramento destas atividades, quando necessário.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Museu é bom programa para as férias!




 Para quem não conhece ou para quem quer revisitar a exposição do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville fica a sugestão para um programa cultural de férias.  Além da exposição de longa duração Coisas a OIhar, a exposição temporária Paisagens Mutantes e a reconstituição facial do rosto de um sambaquiano podem ser conferidas. No período de festas, o MASJ recebeu muitos turistas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Os joinvilenses também prestigiaram o museu, que durante o mês de janeiro estará aberto de terça a domingo, das 12h às 18h. A entrada é gratuita.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Museu que não educa não é museu!

No discurso e na prática o compromisso com a educação é a diretriz que move a equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville. Os lemas “Educação para o povo” e “Museu que não educa não é museu” estão presentes na prática do MASJ desde que a instituição abriu suas portas em 1972. De lá para cá, as visitas monitoradas e os projetos educativos vem se aprimorando sempre com a missão de tornar visível e compreensível o patrimônio arqueológico que toda a cidade herdou dos povos passados. Neste ano, o Setor Educativo do Museu de Sambaqui atendeu mais de cem grupos promovendo 131 atendimentos especializados. O projeto de arqueologia experimental foi um dos destaques. Confira algumas imagens deste trabalho desenvolvido em 2014.






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Muito Além dos Sambaquis!


Com este título Diretor a Equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) imprimiu SUAS Reflexões de na sexta edição da Revista MUSAS (Revista Brasileira de Museus e Museologia), Que ESTÁ Sendo DISTRIBUIDA nacionalmente Neste Mês de dezembro. O Artigo de 16 Páginas foi Desenvolvido pela educadora Flávia Cristina Antunes de Souza e Pelas monitoras Ana Cláudia Bruhmuller, Priscila Gonçalves e Terezinha Barbosa Contando a Experiência da Educação patrimonial Durante a Pesquisa e escavação na Alameda Brustlein, um popular, Rua das Palmeiras de Joinville. Com o título Muito Além dos Sambaquis : a publicização da arqueologia na Alameda Brustlein o Artigo E resultado das Trocas e atendimentos Realizados Cabelo Setor Educativo com Escolares e com a Comunidade que transitava Cabelo CRP Durante Uma escavação realizada em 2012. Por se TRATAR de hum Espaço Público tombado e caracterizado Como sítio arqueológico histórico, Todas Como ETAPAS DO PROJETO de requalificação da Alameda receberam monitoramento e salvamento arqueológico. Duas trincheiras de escavação foram Abertas em Diferentes Pontos da Calçada de UMA das Ruas Mais conhecidas da Cidade. Um dos principais Objetivos do Setor Educativo do MASJ foi Fazer com Que um patrimônio arqueológico Alameda fosse Reconhecida Como. O Trabalho mostrou que Além dos sambaquis, o MASJ também Atua na Pesquisa de Preservação de Sítios Históricos e que Estes Espaços São Fundamentos de Pará entendermos a Formação e Ocupação urbana da Nossa Cidade. Nºs PROXIMOS dias, o Blog disponibilizará o Artigo Pará consulta digital.




Ação de Educação Patrimonial